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Tratamento

Tratamento de água
 
É uma seqüência de operações que conjuntamente consistem em melhorar suas características organolépticas, físicas, químicas e bacteriológicas, a fim de que se torne adequada ao consumo humano.
Normalmente as águas de superfície são as que mais necessitam de tratamento, porque se apresentam com qualidades físicas e bacteriológicas impróprias, em virtude de sua exposição contínua a uma gama muito maior de processos de poluição.
Apenas na captação superficial de águas de nascentes, a simples proteção das cabeceiras e o emprego de um processo de desinfecção, podem garantir uma água de boa qualidade do ponto de vista de potabilidade.
As águas de grandes rios, embora não satisfaça pelo seu aspecto físico ou por suas características organolépticas, podem ser relativamente satisfatórias, sob os pontos de vista químico e bacteriológico, quando a captação localiza-se em pontos menos sujeitos à contaminação.
O tratamento da água destinada ao consumo humano tem a finalidade básica de torná-la segura do ponto de vista de potabilidade, ou seja, tratamento da água tem a finalidade de eliminar as impurezas prejudiciais e nocivas à saúde.
Quanto mais poluído o manancial, mais complexo será o processo de tratamento e, portanto, mais cara será a água. 

Assim o processo de tratamento para abastecimento público de água potável tem as seguintes finalidades básicas: 

HIGIÊNICAS - eliminação ou redução de bactérias, substâncias venenosas, teor excessivo de matéria orgânica, algas, protozoários e outros microrganismos; 
ESTÉTICO - remoção ou redução de cor, turbidez, dureza, odor e sabor; 
ECONÔMICO - remoção ou redução de dureza, cor, turbidez, odor, sabor, ferro manganês, etc. 

Processos de tratamento físico-químicos e de desinfecção 

O procedimento convencional começa pelos ensaios de turbidez, cor e pH.
A TURBIDEZ ou turvação da água é ocasionada pela presença de argilas, matéria orgânica e microrganismos, mono e policelulares.
A COR se deve à presença de tanino, oriundo dos vegetais e, em geral, varia de incolor até o castanho intenso.
A chegada da água bruta na Estação de Tratamento de Água (ETA). O primeiro produto químico colocado na água é o coagulante, assim chamado em virtude de sua função.
Aqui se emprega o sulfato de alumínio líquido.
Sua função é justamente agregar as partículas coloidais, aquele material que está dissolvido na água, ou seja, a sujeira, iniciando um processo chamado de coagulação-floculação.
Em seguida, na floculação, as partículas coloidais que não são capazes de se sedimentar espontaneamente, são agregados em conjuntos maiores, chamados flocos.
Essa agregação, que diminui a cor e a turbidez da água, é provocada pela atração de hidróxidos, provenientes dos sulfatos de alumínio e ferro II, por íons cloreto e sulfatos existentes na água.
O floculante é o sulfato de alumínio, de aplicação restrita à faixa de pH situada entre 5,5 e 8,0.
Quando o pH da água não se encontra nessa faixa, costuma-se adicionar cal, a fim de elevar o pH, permitindo a formação dos flóculos de hidróxido de alumínio.
A ocorrência desse fato, só é registrada às vezes, na Estação de Tratamento de Água de Mariricu. 
Removidas a cor e a turbidez, pelas operações de floculação, decantação e filtração, faz-se uma cloração. Nessa operação, o cloro tem função bactericida e clarificante, a forma utilizada em São Mateus é a liquida proveniente das máquinas geradoras de cloro. Ocorre o processo de eletrólise: 
- É preparada uma salmoura, utilizando sal de cozinha (NaCL) e água (H²O), a uma concentração de 3%. 
A fonte de corrente é acionada aplicando corrente elétrica na solução. 
As moléculas de água e as de cloreto de sódio são quebradas e o hidrogênio (H) é liberado na forma de gaz. As moléculas de sódio (Na) se combinam com o Hidrogênio (H) e com o oxigênio (O), formando soda cáustica (NaOH), que reage com o gás cloro, formando uma solução de hipoclorito de sódio a uma concentração média de cloro de 0,5%. 
Paralelo à reação de formação do hipoclorito, há uma reação entre o oxigênio presente na solução e o hidrogênio liberado. Deste modo, forma-se o peróxido de hidrogênio, altamente oxidante. 
A Estação de Tratamento de Água - ETA, comporta os seguintes processos: 
- Remoção de substâncias grosseiras flutuantes ou em suspensão - grades, crivos e telas; 
- Remoção de substâncias finas em suspensão ou em solução e de gases dissolvidos - aeração, sedimentação e filtração; 
- Remoção parcial ou total de bactérias e outros microrganismos - desinfecção; 

Abastecimento Urbano de Água 
Fornecimento de água 
O sistema público de abastecimento de água, como solução coletiva, sob o ponto de vista sanitário, é a mais indicada, por ser mais eficiente no controle dos mananciais, e da qualidade da água distribuída à população. 

Objetivos do abastecimento 
Um sistema de abastecimento de água deve funcionar ininterruptamente fornecendo água potável para que as seguintes perspectivas sejam alcançadas: 

• Controle e prevenção de doenças; 

• Melhores condições sanitárias (higienização intensificada e aprimoramento das tarefas de limpeza doméstica em geral); 

• Conforto e segurança coletiva (limpeza pública e instalações ante incêndio); 

• Desenvolvimento de práticas recreativas e de esportes; 

• Desenvolvimento turístico, industrial e comercial. 

Captação 

Tipos de mananciais:

A captação tem por finalidade criar condições para que a água seja retirada do manancial abastecedor em quantidade capaz de atender o consumo e em qualidade tal que dispense tratamentos ou os reduza ao mínimo possível. É, portanto, a unidade de extremidade de montante do sistema. 
Chama-se de manancial abastecedor a fonte de onde se retira a água com condições sanitárias adequadas e vazão suficiente para atender a demanda. 

Águas superficiais 

Devido a água ser essencial para subsistência humana (nosso organismo necessita ser reabastecido com cerca de 2 litros e meio desse líquido por dia) normalmente temos as comunidades urbanas formadas às margens de rios ou desembocaduras destes. 
Ruínas de comunidades de mais de 5000 anos, escavadas na Índia, revelaram a existência de sistemas de abastecimento de água e de drenagem construídos com alvenaria de pedras trabalhadas, que incluíam inclusive piscinas para banhos coletivos e práticas de natação.
Os egípcios, também por volta de 3000 anos antes de Cristo, já construíam barragens de pedras com até mais de dez metros de altura para armazenamento de água potável para abastecimento doméstico e irrigação. Também historicamente é registrado que o rei Salomão, biblicamente famoso, promoveu de forma intensa a construção de aquedutos. Agricultores árabes aproveitavam as águas armazenadas em crateras de vulcões extintos como reservatórios para irrigação. 

Sedimentação com coagulação química 
As águas para abastecimento público, notadamente as procedentes de mananciais superficiais, necessitam na sua transformação em água potável, passarem por um processo de sedimentação precedido de coagulação química, tendo em vista que as águas com cor e turbidez elevadas, características especialmente de águas no período chuvoso, exigem esse tipo de tratamento químico, seguido de filtração rápida e a indispensável desinfecção. 
Na literatura técnica de saneamento público de água esse tratamento é dito convencional. 
O emprego da coagulação química promove redução de turbidez, colóides, bactérias, cor, ferro, ferro e manganês oxidados e alguma dureza. O coagulante mais empregado no Brasil o sulfato de alumínio, especialmente por ser o de menor custo, e, é aplicado atualmente no SAAE de São Mateus em sua forma líquida, que não gera resíduos, portanto, muito mais benéfico ao meio ambiente. 

Mistura rápida ou Coagulação 
A mistura rápida tem a finalidade de dispersar os coagulantes rápida e uniformemente na massa líquida, de tal maneira que cada litro de água a tratar receba aproximadamente a mesma quantidade de reagente no menor tempo possível, já que o coagulante se hidrolisa e começa a se polimerizar em fração de segundo após o seu lançamento na água. Essa dispersão é feita por meios hidráulicos. A prática moderna recomenda o tempo de dispersão igual a um segundo, ou menos, tolerando-se o máximo de cinco segundos. Por isso mesmo, assume grande importância à escolha do ponto de aplicação do coagulante em relação àquele onde se promove a agitação da água. 
Calha Parshal
Misturador hidráulico 
No caso dos misturadores hidráulicos, o mais adequado é o emprego de um ressalto hidráulico de grande turbulência. Em geral o dispositivo empregado é uma calha Parshall* com características adequadas.

 
Além de promover a mistura em um tempo adequado também possibilita a medição da vazão. O coagulante em solução com água, é despejado na corrente de água bruta através de uma canaleta vazada com vários furos e logo a seguir ocorre a dispersão hidráulica na turbulenta passagem para o regime de escoamento subcrítico. Ou seja, um ressalto hidráulico de grande turbulência, provocado na saída da calha Parshal (Ralph Leroy Parshall / 1881-1960), promove condições adequadas para a dispersão homogenia e rápida do coagulante. 

Mistura lenta ou Floculação 
O fundamento da mistura lenta, também chamada de floculação é a formação de flocos sedimentáveis de suspensões finas através do emprego do coagulante. A floculaçâo tem por finalidade aumentar as oportunidades de contato entre as impurezas das águas e os flocos que se formam pela reação do coagulante, pois os flocos até então formados bem como as impurezas ainda dispersas não têm peso suficiente para se sedimentarem por peso próprio. 
Depois da adição do sulfato de alumínio, a água chega aos floculadores, Os flocos formados têm aspecto gelatinoso o que facilita o agregamento de partículas na superfície do floco original. Com esses encontros e ao longo do tempo os flocos aumentam de tamanho (acima de 1 mm de diâmetro) e tornam-se mais sedimentáveis na fase seguinte, a decantação. 
A velocidade de escoamento deve ser maior que 0,10 m/s para evitar a sedimentação de flocos no próprio floculador. Por outro lado não pode ser muito elevada para não quebrar ou romper os flocos já formados. Uma grandeza fundamental no dimensionamento hidráulico de floculador é o tempo de detenção, que depende, inclusive, muito da temperatura da água. No Brasil costuma-se trabalhar valores de 15 a 20 minutos. 
O tipo de floculador hidráulico mais comum e usado na ETA sede de São Mateus é constituído por chicanas, conjunto de cortinas verticais formando compartimentos em série. O fluxo da água é vertical, para cima e para baixo, alternadamente. 
Nesta unidade não interessa que ocorra sedimentação de partículas. Todo o material floculado deverá ser escoado e retido na seqüência, a decantação.


Decantação
 
No floculador, hidraulicamente a água é agitada em velocidade controlada para aumentar o tamanho dos flocos que, em seguida, passa para os decantadores, onde os flocos maiores e mais pesados possam se depositar. Essas águas, ditas floculadas, são encaminhadas para os decantadores, onde após processada a sedimentação, a água já decantada (o sobrenadante) é coletada por calhas superficiais, separando-se do material sedimentado junto ao fundo das unidades, onde se constitui o lodo, predominando impurezas coloidais, matéria orgânica, hidróxido de Alumínio (ou de Ferro) e impurezas diversas.

Lavagem
Lavagem do decantador


Esses lodos precisam e são retirados, por gravidade através de adufas de fundo, e dispostos adequada e periodicamente. Quando se trata de água bruta de má-qualidade, especialmente por excesso de matéria orgânica, o lodo deve ser retirado antes que entre em processo de fermentação. 
O processo de retirada de lodo dos decantadores não é mecanizado. A retirada se dá de forma manual por meio de trabalhadores que adentram a unidade, direcionam e arrastam o lodo depositado com água para saída da adufa. 

Filtração 

A filtração é um processo físico em que a água atravessa um leito filtrante, em geral areia ou areia e carvão, sendo no SAAE de São Mateus, a areia, de modo que partículas em suspensão sejam retidas produzindo um efluente mais limpo. Aqui se optou por filtração rápida. 

Filtração rápida 

Cinqüenta a sessenta por cento das impurezas ficam retidas no decantador.
A água com o restante das impurezas, flocos mais leves e partículas não floculadas, sai dos decantadores e segue para o processo de filtragem, para retirada desse restante das impurezas.
Nesta fase os filtros rápidos tornam-se unidades essenciais em uma estação convencional, e por isso exigem cuidadosa operação. Eles constituem uma "barreira sanitária" importante, podendo reter microrganismos patogênicos que resistem a outros processos de tratamento. 

Limpeza 

À medida que o filtro vai funcionando acumula impurezas entre os interstícios do leito filtrante, aumentando progressivamente a perda de carga e redução na sua capacidade de filtração. Quando essa perda atinge um valor preestabelecido ou a turbidez do efluente atinge além do máximo de operação, deve ser feita a lavagem. O tempo em que o filtro passa trabalhando entre uma lavagem e outras consecutivas, é chamado de carreira de filtração. Ao final desse período, deve ser lavado para a retirada da sujeira que ficou retida no leito de filtragem. Uma carreira de filtração fica em torno de 20 a 30 horas, podendo em situações esporádicas, principalmente no início do período chuvoso, ocorrer mais de uma lavagem por dia. 
Os filtros rápidos são lavados contracorrente com velocidade e vazão suficientes para criar turbulência suficiente para causar o desprendimento das impurezas retidas e naturalmente grudadas nos grãos do leito filtrante. Neste processo ocorre a expansão do leito filtrante e o transporte da sujeira antes retida pela água de lavagem. Essa água suja efluente deve ter um destino adequado e, dependendo da escassez de água, recuperada para novo tratamento (Figuras VIII.16). 
Para filtros de fluxo operacional descendente, durante a lavagem a água deve atingir taxas da ordem de 800 a 1300 m3/m2.dia, durante 6 a 10 minutos, conforme a necessidade de limpeza e a quantidade de sujeira. Emprega-se água completamente tratada, de preferência com o mesmo pH da encaminhada aos filtros para filtração, proveniente de um reservatório em cota mais alta, ou ser impulsionada por bombas, em situações menos comuns. 

Características


Os filtros rápidos convencionais de areia , fluxo descendente, apresentam as seguintes características: 
- Taxa de filtração: 120m3/m2.dia; 
- Lavagens 1 a 2 vezes por dia, tempo de 10 minutos, taxa de 800 a 1300m3/m2.dia, consumo aproximado de 6% da água produzida; 
- Características da areia: 0,60mm £ D £ 1,41mm com 0,40mm £ De£ 0,60mm e coeficiente de uniformidade inferior a 1,55; 
- A camada de pedregulho é o suporte do leito filtrante e deve ter uma altura aproximada de 50 cm e ser constituída, na seguinte granulometria de cima para baixo: de 3/16 e 3/32" numa espessura de cerca de 0,06 m; de 1/2 e 3/16" 0,07 m; 3/4 e 1/2" 0,10 m; 1 1/2 e 3/4" 0,12 m; 2 1/2 e 1 1/2" 0,15 m. 
Sob a camada de pedregulho fica o sistema de fundo falso. 
Apresenta uma boa remoção de bactérias (90 a 95%), grande remoção de cor e turbidez, pouca remoção de odor e sabor. As vantagens são maior rendimento, menor área, aproveitamento de águas de pior qualidade, no entanto, opera com um significativo consumo de água tratada, que pode atingir cerca de 8% da produção diária de água tratada em uma ETA. 

Desinfecção 

Depois de filtrada, a água deve receber a adição de cal para correção do pH (somente utilizado nas ETAs de Guriri e de Stª Leocádia), a desinfecção por cloro e a fluoretação.
Só então ela está própria para o consumo, garantindo a inexistência de bactérias e partículas nocivas à saúde humana, que poderiam provocar surtos de epidemias, como de cólera ou de tifo.
É essencial o monitoramento da qualidade das águas em seus laboratórios, durante todo o processo de produção e distribuição como também estabelecido na Portaria 518 do Ministério da Saúde.
A desinfecção é o processo de tratamento para a eliminação dos microrganismos patogênicos eventualmente presentes na água.
Quase todas as águas de abastecimento são desinfetadas para melhoria da qualidade bacteriológica e segurança sanitária. 

Cloração 

A cloração é considerada, aqui, um processo de desinfecção aplicável a todas as águas.
Por razões econômicas e de praticabilidade operacional, deve-se adotar em cada caso sempre os processos mais simples:
Em ordem de complexidade os processos de tratamento são: 

• Simples desinfecção; 
• Processos sem coagulação química: filtração lenta; 
• Processos que envolvem coagulação química, filtração rápida e desinfecção; 
• Processos complementares e especiais. 


Simples desinfecção 

A simples desinfecção somente é admitida no caso de águas que sempre permanecem com um número baixo de bactérias do tipo coliforme:NPM ou Número Mais Provável inferior a 50 por 100 ml, ou seja, aplicável às águas de qualidade relativamente boa. No caso de cloração simples, o processo mais usual, ela será tanto mais efetiva, quanto mais baixo for o pH e quanto mais elevada for a temperatura da água. 

Desinfecção da água pelo Cloro
 
O método mais econômico e usual para a desinfecção da água em sistemas públicos é a cloração. Tanto nos pequenos sistemas, como em Guriri e São Mateus, emprega-se o cloro liquido, obtido através da máquina geradora de cloro. 

Métodos de cloração da água 

Há diversos métodos de cloração da água, os quais na prática devem ser examinados para que se adote a solução mais vantajosa do ponto de vista técnico-econômico. A qualidade da água e a segurança que se deve ter são fatores predominantes nessa seleção. Outros fatores são os problemas de cheiro e gosto e o tempo disponível para contato com o desinfetante. Conforme o método utilizado pode-se empregar mais ou menos cloro e deve-se exigir maior ou menor tempo de contato, podendo-se, ainda, evitar a não formação de compostos clorados indesejáveis. 
O método utilizado em São Mateus e o mais usual é o de cloração simples. A cloração simples é aplicável às águas de qualidade relativamente boa e normalmente é feita como última (podendo ser a única) etapa do tratamento. A pré-cloração é feita no caso de águas cuja poluição recomenda maiores cuidados e deve ser realizada antes da filtração, de preferência após decantação. 
Residuais mínimos e tempos de contato (indicar portaria 514). Os residuais mínimos de cloro a serem mantidos na água logo após a cloraçâo e o tempo do contato a prevalecer antes do consumo da água são de 0,2 ppm livre por 20 min e combinados (pH 6 a 7) de 1,0 ppm por 120 min. 

Medida do pH e do cloro residual 

As determinações mais comuns para indicar a qualidade da água, são o controle do pH e da presença de cloro residual. A medida aproximada do pH da água e do cloro livre ou combinado pode ser feita com facilidade em quaisquer locais por processos especialmente colorimétricos. Para isso é necessário que se tenha um comparador, com escala de cores, reativos especiais e instruções para emprego. 
Comparando-se a intensidade de cor obtida na amostra de água após a aplicação do reativo específico encontra-se a cor da escala que mais se aproxima da resultante na amostra, podendo-se, então, ler o resultado encontrado. As determinações normalmente feitas compreendem: 

• Determinação do pH da água, de 4 a 11; 
• Determinação do cloro livre, de 0,1 a 3,0 ppm; 
• Determinação do cloro total, igual a cloro livre + cloro combinado (cloraminas). 


História 

Há vários processos para a sua produção. O mais comum e importante é o processo eletroquímico desenvolvido industrialmente pelo químico belga Ernest Solvay (1838-1922), em 1865. Com esse processo se produz soda cáustica, sobrando como subproduto o Cloro comercial. Sua produção industrial iniciou-se nos EEEUU, em 1892, pela Oxford Paper Co, em Rumford Falis, no Maine. Em 1905 foi empregado pela primeira vez como desinfetante em água potável na Inglaterra, por Sir Alexander Houston, cognominado o pai da cloração. 
Nos Estados Unidos a aplicação do cloro no sistema de abastecimento água de Jersey City, em 1908. Para ampliar os conhecimentos relativos à cloração e promover o uso do cloro como desisnfetante, foi criado o Instituto do Cloro, nos Estados Unidos.
No Brasil, a cloração das águas foi iniciada em 1926 pela antiga Repartição de Águas e Esgotos de São Paulo. 
A excelente qualidade do cloro como desinfetante não se explica exclusivamente pelo seu extraordinário poder oxidante.
Ele tem a capacidade de atravessar a membrana que protege os micróbios, passando a combinar internamente com substâncias celulares vitais, envenenando-os.
Outro fator que promove a popularidade do cloro é o seu comportamento inerte organicamente em relação ao organismo humano, não provocando, por exemplo, situações alérgicas nos usuários. 

Fervura 

O método mais seguro de tratamento para a água de beber, em áreas desprovidas de outros recursos, é a fervura. Ferver a água para beber é um hábito que se deve infundir na população para ser adotado quando sua qualidade não mereça confiança e em épocas de surtos epidêmicos ou de emergência.
A água fervida perde o ar nela dissolvido e, em conseqüência, torna-se de sabor desagradável.
Para fazer desaparecer esse sabor, é necessário arejar a água, fazendo-a passar o líquido de um recipiente para outro com agitação suficiente de modo que o ar atmosférico penetre na massa de água. 

Fluoretação das águas 

Com a descoberta da importância dos sais de flúor na prevenção da cárie dental, quando aplicados aos indivíduos na idade suscetível, isto é, até aos 14 anos de idade, e em ordem decrescente de efetividade à medida que aumenta a idade da criança, generalizou-se a técnica de fluoretação de abastecimento público como meio mais eficaz e econômico de controle da cárie dental. As aplicações ocorrem em todos os sistemas de abastecimento de água de São Mateus e são feitos por meio de aparelhos dosadores, sendo usado o fluossilicato de sódio e em breve, o ácido fluossilicico. 
A concentração de íon fluoreto varia, em função da média das temperaturas máximas diárias, observadas durante um período mínimo de um ano, recomendando-se cinco anos. A concentração ótima situa-se em torno de 1,0 mg/l. No final da década de 70 iniciou-se, no Governo Figueiredo, a fluoretação experimental de água no Brasil, nas capitais e nas maiores cidades do interior, a cargo da extinta Fundação SESP, hoje, FUNASA. A fundação então foi a pioneira na aplicação da fluorita, encontrado no Brasil e de fácil aplicação onde no tratamento de água emprega-se sulfato de alumínio, Sendo a primeira aplicação feita nosso Estado, no SAAE de ??????. Com a comprovação do sucesso do tratamento do ponto de vista de seus objetivos, no Governo Sarney foi tornado obrigatório o emprego da fluoretação nas estações de tratamento, porém na prática isto não aconteceu à época. 
Foto do Cone de saturação ou dosador de flúor 

Dessalinização de água 

A água salobra ou do mar transforma-se em água potável através da tecnologia de osmose inversa para dessalinização da água. A osmose é um fenômeno natural físico-químico, é o nível final de processos de filtração disponíveis com a utilização de membranas. Na Região Nordeste, muitas localidades têm empregado dessalinizadores para produção de águas de abastecimento, tanto para processar águas salobras de origem superficial ou subterrânea. Aqui, esse fenômeno ocorre na ilha de Guriri através do avanço da coluna salina no rio Mariricu, tornando praticamente inservível para a captação de suas águas com fins de abastecimento público. Em mais de uma década de registros do fenômeno de salinização de suas águas, o maior pico foi registrado no ano de 1998, onde o teor de cloreto atingiu aproximadamente 30 mil ppm e optou-se pela instalação de uma planta de osmose inversa/reversa - Dessalinizador. 
A tecnologia de osmose inversa teve origem na década de 60, para a produção de água de qualidade superior, disseminando-se seu uso na produção industrial a partir da década seguinte e popularizou-se a aprtir do início da década de 80 com a descoberta da segunda geração de membranas, as membranas de película fina compostas, enroladas em espiral, descobertas em 1978. Estas membranas operam com baixa pressão e, consequentemente, com reduzido consumo de energia. 
A osmose é um fenômeno natural físico-químico que ocorre quando duas soluções, com diferentes concentrações, são colocadas em um mesmo recipiente separado por uma membrana semipermeável, onde ocorre naturalmente a passagem do solvente da solução mais diluída para a solução mais concentrada, até que se encontre o equilíbrio. A coluna de solução mais concentrada estará acima da coluna da solução mais diluída e esta diferença se denomina de pressão osmótica.

O processo de osmose inversa consiste na aplicação mecânica de uma pressão superior à pressão osmótica do lado da solução mais concentrada. 

Redes de Distribuição de água 

É um conjunto de tubulações e de suas partes acessórias destinado a colocar a água a ser distribuída a disposição dos consumidores, de forma contínua e em pontos tão próximos quanto possível de suas necessidades. 
Chama-se de sistema de distribuição o conjunto formado pelos reservatórios e rede de distribuição, subadutoras e elevatórias que recebem água de reservatórios de distribuição. 
Tubulação distribuidora (adutora) é o conduto da rede de distribuição em que são efetuadas as ligações prediais dos consumidores.
Esta tubulação pode ser classificada em condutos principais, aqueles que por hipóteses de cálculos permitem a água alcançar toda a rede de distribuição, e secundários, demais tubulações ligadas aos condutos principais.

Licitações

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Legislação

• Lei Municipal 6.690/2013
(reajuste tarifário 22/02/2013)
• Regulamento do SAAE( Lei 1.191/2012 de 12/12/2012)

Arquivos:

Lei Municipal 6.690/2013


Regulamento do SAAE (Lei 1.191/2012)

Cuidando da sua Água

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Veja o vídeo do novo projeto de abastecimento de água do município de São Mateus que atenderá os bairros: Guriri, Litorâneo, Polo Industrial, Aroeira, Bom Sucesso e adjacência.

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O SAAE usará este espaço para divulgar as informações da qualidade da água que fornece, em conformidade com o Decreto nº 5440 e Portaria 518, do Governo Federal.

Serão analisados a turbidez, potencial de hidrogênio, cor aparente, coliformes totais, fluor e cloro de nossa água distribuída...

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Como alterar o nome que sai na fatura?

Para alterarmos o nome que consta na fatura precisamos que alguém traga no SAAE:
1º) cópia de uma fatura(não pode ter débito em aberto)...

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